Em uma ação de organizações internacionais, com o apoio do governo federal, espécimes da ave criadas em cativeiro no exterior serão agora reintegradas ao meio ambiente. Entre os vários detalhes específicos da megaoperação está a quarentena, que acontecerá no Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul, na Bahia.

“Qualquer transferência de um animal traz risco de saúde sanitária. Todo animal carrega consigo potenciais patógenos e quando ocorre um transporte, ocorre o risco de transportar patógenos de um lugar para o outro, por isso é necessário que as aves fiquem em quarentena, aumentando a biossegurança de toda a operação”, informa Ugo Vercillo.

Segundo o especialista, há apenas um quarentenário de aves no Brasil, em São Paulo, mas o ICMBio conseguiu junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) autorização para que o Centro de Reintrodução e Reprodução da Ararinha-azul seja autorizado a realizar a quarentena nesta operação. “O quarentenário de São Paulo não suportaria as 50 aves e a autorização do MAPA foi fundamental para que a ação continuasse como previsto”, reforça.

Após a quarentena, onde todos os exames necessários são feitos, as ararinhas-azuis poderão, enfim, iniciar o período de adaptação no viveiro antes de serem soltas.