A chegada das ararinhas-azuis já mobiliza e gera ansiedade nos moradores e autoridades do município baiano de Curaçá, onde as aves extintas na natureza por volta do ano 2000 vão ser reintroduzidas no seu habitat natural.

O prefeito Pedro Oliveira garante que a população está animada com a chegada dos animais e preparada para ajudar na preservação. “As ararinhas estão voltando para casa.  Não tenho dúvidas de que a cidade irá crescer, fortalecendo o ecoturismo. Já temos atrativos como o Rio São Francisco, a Ilha da Coroa e a Gruta de Patamuté, mas com as ararinhas teremos um pacote turístico ainda melhor”, comemora.

De acordo com o prefeito, o principal projeto de conscientização da população quanto à importância da preservação da ave será desempenhado na escola. “Quando as crianças aprenderem a importância da preservação dentro da escola, elas poderão levar isso para suas casas, até à comunidade”, reforça Pedro Oliveira.

Para o secretário de educação de Curaçá, Daniel Torres, a ararinha-azul é um símbolo de Curaçá e a sua importância deve ser passada aos moradores desde cedo. “A responsabilidade, acima de tudo, é nossa. Como educadores, responsáveis pelas gerações futuras, percebemos que deveríamos introduzir no nosso processo educacional a preservação e manutenção da ararinha-azul no nosso município”, diz Daniel Torres.

A moradora Josefa Santos Leitão, de 80 anos, fala com saudade da ave que só vivia naquela região e espera que o atual projeto possa reintroduzir o animal em seu habitat. “Não víamos uma só não, eram várias as ararinhas que voavam e cantavam por aqui. Elas faziam ninho nas caraibeiras, no oco das árvores”, relata Josefa. “Depois ficamos sabendo que alguém estava tirando os filhotes, as aves foram ficando poucas. No fim, a gente só via duas por aqui. Não demorou para ficar uma só e depois disso sumiu”, lamenta.

A cidade de Curaçá (BA)

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