1. Todos podem visitar as ararinhas azuis após a sua chegada?

Não. O Centro de Reprodução é um criadouro conservacionista, isto é, ele tem a finalidade de criar, reproduzir e manter espécimes da fauna silvestre em cativeiro para fins de reintrodução ou manutenção do plantel geneticamente viável de espécies ameaçadas, sendo vedada a exposição e comercialização, de acordo com a resolução CONAMA 489 de 2018.

Os criadouros conservacionistas não podem ter visitação de acordo com a legislação brasileira, sua finalidade é ter um ambiente tranquilo para possibilitar a reprodução. A visitação pode causar estresse e promover a transmissão de doenças de pessoas para as aves ou vice-versa.

As aves estarão em quarentena, no qual são adotadas medidas de segurança sanitária para prevenir riscos de contaminação para aves silvestres e domésticas e seres humanos. Qualquer acesso neste período deve seguir o plano operacional de procedimentos aprovado pelo MAPA. O plano prevê apenas o acesso pela equipe de manutenção e manejo das aves.

2. Quarentena

As ararinha-azuis ficarão em quarentena por 21 dias, período em que ninguém poderá ter contato com elas, a não ser os veterinários e tratadores. Estes, por sua vez, terão que utilizar máscaras, luvas e macacão.  Todo o descarte do criadouro que incluir estas peças, bem como as fezes e os restos de comida dos animais deverá ser esterilizado antes de ser jogado fora.

Este protocolo evita a contaminação de animais ou humanos por ararinhas vindas da Alemanha que possam, porventura, apresentar alguma doença já em território brasileiro.

Quando elas forem reintroduzidas, isto é, soltas em seu ambiente natural, e houver condições de segurança para sua população. Afinal, não queremos repetir erros do passado e deixar que caiam nas mãos de traficantes de animais. Temos que evitar todos estes riscos.

A Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), uma ONG alemã que tem patrocínio de diversas empresas europeias e acordos estabelecidos pelo mundo afora. Ela é quem irá manter as ararinhas azuis e uma equipe de veterinários, biólogos, tratadores e voluntários por pelo menos 5 anos na região.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão governamental brasileiro, que faz a gestão da área corresponde a 120 mil hectares das Unidades de Conservação onde viverão as ararinhas azuis. Este está responsável pelas ações de engajamento da comunidade, elaboração do plano de manejo, acordos de conservação, termos de responsabilidade, proteção da área e educação ambiental.