Todo o complexo processo de reintrodução da ararinha-azul também passa por uma série de documentos e licenças para que a aves possam sair da Alemanha e entrar no Brasil. Por se tratar de uma espécie em extinção, todo o processo precisa ser documentado, com uma licença de exportação por parte do governo alemão, e uma licença de importação, por parte do Brasil.

“Isso garante que o transporte será legal, que a ave terá destino adequado e que não será usada para fins comerciais, já que é uma ação de conservação e que visa o melhor para a espécie”, ressalta Ugo Vercillo.

A origem das aves é da organização não governamental alemã Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), criadouro que tomou para si a missão de reintegrar a ararinha-azul na natureza. Parte dos animais era da Al Wabra Wildlife Preservation, do Qatar, que fechou as portas e confiou as ararinhas à ACTP.

Os governos envolvidos também precisam apresentar licenças ligadas ao aspecto sanitário. Do lado alemão é emitido um certificado zoossanitário internacional, enquanto, no Brasil, esse certificado é validado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Atrelado ao processo, ainda existem outros documentos, relativos ao criadouro das ararinhas e autorizações, entre elas, para a quarentena no refúgio na Bahia.