A tecnologia é uma grande aliada na reintrodução da ararinha-azul na natureza. A reprodução em cativeiro só foi possível graças aos estudos e empreendimentos tecnológicos utilizados pela organização não governamental Al Wabra Wildlife Preservation, do Catar, e a Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), da Alemanha. Além de repatriar as aves, o plano prevê um monitoramento constante a fim de evitar novos crimes ambientais.

Depois de ficarem no Centro de Reintrodução e Reprodução da Ararinha-azul, em Curaçá, na Bahia, as aves serão monitoradas remotamente. A secretaria de Ecoturismo do Ministério do Meio Ambiente (MMA) trabalha em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e a Telebrás para garantir serviço de internet, via satélite, em toda a Área de Preservação Ambiental (APA) que abriga o refúgio.

“No primeiro momento, a internet possibilitará que o centro de recuperação da espécie esteja conectado aos demais parceiros do projeto 24 horas por dia”, comenta o diretor de Fomento e Projetos, da secretaria de Ecoturismo do MMA, Gentil Venâncio.

Depois de soltas na natureza, a tecnologia permitirá o monitoramento em tempo real das aves por meio de rádio colares, ferramentas que também ajudarão na obtenção de informações sobre os hábitos e movimentos da espécie na caatinga. O monitoramento é importante justamente para entender, a longo prazo, as tendências desse novo grupo e fatores que possam impactar a sobrevivência da espécie.